O coletivo Distrito Drag, durante o isolamento social, continuou organizando ações que pudessem unir e ajudar as e os artistas LGBTI+ da capital federal, na tentativa de buscar subsistência mínima para à comunidade.
Por Hony Sobrinho

Em meio a um dos piores momentos da atual situação social e sanitária do Brasil e do mundo, as drags continuam organizadas com coragem e por transformação, para continuarem vivas e poderosas.
A pandemia do novo coronavírus intensificou as dificuldades que as e os artistas já estavam enfrentando no país, como os descasos e falta de acompanhamento e políticas públicas de qualidade. Há uma situação de poucas perspectivas e valorização profissional no setor da cultura.
O coletivo Distrito Drag, durante o isolamento social, continuou organizando ações que pudessem unir e ajudar as e os artistas LGBTI+ da capital federal, na tentativa de buscar subsistência mínima para à comunidade. Sem renda fixa e tendo que manter-se em isolamento para evitar a disseminação do vírus, a maior parte desses sujeitos vivem sem nenhuma oportunidade de trabalho ou qualquer renda fixa.
Sujeitos esses que são muitos e plurais. Eles estão nas mais diversas áreas de atuação artística, como na música, arte transformista, moda e beleza, manifestações populares, audiovisual, artes cênicas, dentre outras.
Na redes sociais o coletivo lançou uma campanha de arrecadação online, o “Fundo de Apoio Emergencial às Artistas LGBTI+ do DF”, pelo que ajudou e segue ajudando quem mais precisa, nas demandas de itens como: alimentação, produtos de limpeza, higiene e medicamentos. O Fundo desde o início da campanha (19/03) já arrecadou R$ 7.453,50, o que foi possível com a ajuda de mais de 60 doadores e contemplou 45 artistas.
Nas últimas semanas já foram distribuídos para as artistas Drag Queens de todas as regiões do Distrito Federal mais de 50 kits, com o objetivo de alimentar o corpo e a alma, no que fortalece o brilho de cada artista. O kit é formado por uma cesta básica de alimentos, máscaras, livros e testes de HIV.
Destaca-se, ainda, que a solidariedade e o cuidado na comunidade é uma das maiores expressões de afeto. As ações demostram e reforçam que mesmo em momentos desoladores é possível, juntas, organizar a sobrevivência.
O Distrito Drag completou 3 anos de fundação esse ano, no que se tornou referência na cena cultural em Brasília, com a tarefa de ser um coletivo artístico e político das transformistas e artistas LGBTI+, pelo que realizou diversas ações e projetos importantes, como o Bloco das Montadas, Calendrag, oficinas, formações e capacitações.
Desse modo, o coletivo segue com as ações de solidariedade e recebendo doações. Ajude a fortalecer essa rede de solidariedade contribuindo financeiramente.
Banco Regional de Brasília – BRB
AG: 208
C/C: 031972-2
CNPJ: 29.851.158/0001-57
DISTRITO DRAG





Tulio Bueno
Pikineia
Maya
Marinao
Luiz Ricardo
Igor Ferreira
GioPuroRed
Flor Furacão
Eva Maruana
DjPatty Peronti
Dj Yuri Gama
Dj Rikko
DJ Nicolas Magalhães
Dj Junio Rodrigues
DJ FERRUCIO
Athena
Uiara Cardinally
Sereia Punk
Mr. Van Gardian
Mana Sun
LouGue
Izzy Sykes
Dahllia Mar
Baby Brasil
Angelina Boweer (Angel)
House of mamba Negra
Ariella Manzam
Tiago Leal
Elvira Cachorra
Beatriz Vegas
Handriell X
Pábi
Nem Eu Nem Você
Ella Nasser
TUCA
Yasmin Haaran
DJ Leozzin
Yasmin
Tagore
Shayennie Aparecida
Rachel Mazikeen Lee
Micaela Martinez
Mabel Molotov
Lola Swan
Candy Purple
Baby Waldorf
Brunetty BG
Jandra Diamond
Allice Bombom
Dakota Caliandra Corote Overdoze
Ariana Hills
Paulete Brasília
Micki Collins
Dita Maldita
Hellen Quinn
Vaiolet Bordon
Rochelle Vaidvan
Larissa Hollywood
Souzzaj.a
Matheus Maia
Shihara
Voomsza
Dan Martins
Avellaskis
Caleba Brasil
Átchyra Etoille
Linda Brondi
Pérola Negra
Licorina
Joana Darkroom